O “fator de crescimento” e a sua eficiência na recuperação de atletas
Técnica pode acelerar em até 70% a reabilitação de esportistas. E especialistas garantem que não é doping.
Jornalista responsável Osmar de Oliveira / William Correia
Ser vítima de grandes lesões e permanecer em inatividade por muitas semanas ou meses é um dos maiores temores de todo o atleta. Ao longo do tempo, diversos tratamentos foram evoluindo na medicina esportiva para diminuir esse penoso período pelo qual muitos esportistas passam sem exercer a sua profissão. Recentemente, um método chamou a atenção da mídia e causou polêmica: o chamado “fator de crescimento”, que teria sido aplicado no atacante Ronaldo, do Milan.
Durante a estada do “Fenômeno” no Rio de Janeiro, há duas semanas, surgiu a informação de que o ex-camisa nove da Seleção Brasileira teria se submetido à terapia e o Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni) respondeu que a técnica é doping. O médico José Luiz Runco, que atendeu o jogador milanês, negou a utilização do método no atleta. A técnica, contudo, passou a ser questionada pelo mundo do esporte.
Com o decorrer dos noticiários, descobriu-se que o “fator de crescimento” já não é uma novidade. A opção de atletas e clubes pela terapia é algo mais comum do que se imaginava, e um dos facilitadores para isso é o fato do tratamento ser considerado simples na atual medicina, além de exigir apenas o sangue do próprio esportista. A biomédica e especialista em hematologia clínica, Ana Paula Rocini, é uma das adeptas da técnica e esclarece a aplicação.
“Uma pequena quantidade de sangue é retirada e separamos os componentes celulares por peso molecular. Os que mais interessam são as plaquetas e os leucócitos, e através de algumas reações bioquímicas do próprio paciente obtemos uma substância chamada ‘fator de crescimento’. A partir daí, após anestésico prévio, injetamos o ‘fator de crescimento’ diretamente no local da lesão, guiados por ultrassom, que registra a entrada da substância”, explica Rocini, que também é gerente de produtos da Prossinte na área de medicina esportiva.

Infográfico acima mostra como funciona o tratamento por " fator de cescimento"
Dentro do corpo do esportista, o “fator de crescimento” adota uma função de regenerar o músculo lesionado. “Com a ação, o fator de crescimento recruta no local todas as células sadias em volta da lesão e faz uma alteração no DNA dessas células, provocando a mitose celular – as células vão se multiplicando e formando uma espécie de tapete. O que acontece nas fibras musculares é como em uma blusa de lã, que a sua mãe ou a sua avó costura os buracos”, comparou a especialista.
Segundo Rocini, a adoção desta técnica tem como principal vantagem a diminuição do tempo de reabilitação do atleta, que pode ser de até 70%. Porém, procedimentos normais, como fisioterapia, não estão descartados. “Em uma lesão de grau 1, se o paciente demora seis semanas para se recuperar, nessa terapia demora três. Mesmo assim, precisa fazer fisioterapia, mas já pode estar liberado no dia seguinte. E não precisa tomar nenhum medicamento”, completou a biomédica.
Outro ponto considerável do “fator de crescimento” é a eliminação das dores durante a recuperação. “Pelo que constatamos nos últimos dois anos, em 100% dos casos houve ausência de dor. Os leucócitos, que são células de defesa, diminuem a dor, e essa reabilitação é mais rápida exatamente por isso”, diz Ana Paula Rocini, garantindo a impossibilidade de efeitos colaterais. “Isso não ocorre porque é uma técnica autóloga, não se pode usar o sangue de outra pessoa”.
Livre do doping
As declarações de dirigentes do Coni sobre a possibilidade do “fator de crescimento” ser doping fez com que muitos especialistas se levantassem contra a argumentação dos italianos. Inclusive Ana Paula Rocini. “O ‘fator de crescimento’ não é considerado doping. Nada nessa terapia usa agentes químicos ou reagentes que forcem o aumento de alguma substância, não tem nada a ver com hormônio. É uma substância polipeptídica”, afirma a especialista.
Rocini assegura que o próprio Coni admite que o atleta que opta pela técnica não pode ser punido, mas questiona a análise dos italianos em casos como esse. “O Coni não tem nenhum documento que reconhece o ‘fator de crescimento’ como doping. A Itália diz que não pode haver nenhuma alteração sanguínea, que não pode ser invasiva. Mas não faz sentido. Se o atleta, se machuca, tem uma patologia e precisa ser tratado. Se acontece uma lesão aguda no ligamento cruzado anterior, precisa de uma reconstrução”.
De acordo com a biomédica, a utilização do sangue do atleta só pode ser considerada dopante se envolver a presença de hormônios. “A Wada (Agência Mundial Anti-dopagem) classifica como doping algumas substâncias químicas sintéticas para aumentar o rendimento do atleta. No ciclismo, alguns médicos tiram uma parte do sangue do atleta, incluem um hormônio chamado eritropoetina e reinjetam na veia. Presente na corrente sanguínea, esse hormônio chega à medula e induz a produção de hemácias, que são células do sangue que carregam oxigênio. Com isso, o ciclista vai ter rendimento melhor. É diferente de um atleta com lesão”, explica.
Aplicação em outras regiões
A principal procura pelo método tem sido para aplicação em lesões musculares, cada vez mais presentes com o calendário repleto de competições e pouco tempo de recuperação dos atletas. Rocini, no entanto, conta que o “fator de crescimento” pode ser utilizado nas demais contusões com a mesma eficácia.
“Podemos aplicar em outros lugares, mas há algumas diferenças. Em tecidos moles, como músculos, o procedimento é feito em ambulatório e com uma agulha simples, de injeção. O mesmo acontece em tendão e epitélio. Em ossos, dependendo muito do caso, fazemos o processo cirúrgico. Fazemos um suporte associada a parafusos ou placas e colocamos o gel com plaquetas em cima da lesão. Como nos músculos, também constatamos ausência de dor, febre… Mas não é tão procurado”, revela a médica.
E a eficiência da técnica aparece também em lesões mais sérias, como o rompimento do cruzamento anterior de joelho, que pode deixar o esportista inativo por cerca de oito meses. “O ‘fator de crescimento’ ajuda muito em cirurgias de joelho porque a grande sacada da reconstrução de ligamento cruzado anterior é fazer com que o enxerto se una ao osso como era normalmente. Tivemos um caso de uma paciente da Seleção Brasileira de futebol feminino, que se lesionou dois meses antes do Pan. Em dois meses estava fazendo fisioterapia e parece que já voltou a jogar”.
O tratamento por “fator de crescimento” já existe há dez anos e tem apenas duas contra-indicações: na retirada de tumores malignos e em pacientes hemofílicos. Contudo, apesar das vantagens que o tratamento traz aos esportistas, ainda é algo recente no meio. “O método é muito procurado, mas a medicina esportiva ainda está começando com essa terapia. Quem utiliza há muito tempo são as especialidades buco-maxilo-facial-muscular”, conta Ana Paula Rocini.






Bom dia! Meu nome é Robson Pires, e sofri um rotura total do tendão de aquiles, provavelmente irei passar por cirurgia no próximo dia 18/09/2010, mas ainda depende de aprovação de meu plano. O médico me ofereceu o uso do fator de crescimento, me passou o telefone da pessoa que fornece, sendo que o mesmo me passou o preço em R$ 5.000,00, já pesquisei o assunto, e gostaria de utilizar em minha cirurgia, porém o valor para mim é um pouco inaquessicivel, gostaria de saber se o Dr.Osmar teria um canal mais acessivel para eu obter este recurso. Desculpe-me, pois não sou conhecido, mas preciso retornar as minhas atividades profissionais, pois o afastamento me causa prejuizos no meu sustento familiar que recebo. Se puder me ajudar eu agradeço, e que pesquiso é um fornecedor deste subsídio por um preço que eu possa pagar. Obrigado, e uma ótima semana!
fone:11 9172 6933
11 2541 2414
Espero que sua cirurgia tenha transcorrido bem. Qualquer que seja a técnica utilizada, o resultado costuma ser muito bom.
Boa Noite, Dr. Osmar!
Em restituição ao email que lhe enviei, agradeço por sua resposta, e informo-lhe que realizei a Cirurgia no dia 18/09/2010, e o que posso lhe dizer é que realmente o PRP (Fator de crescimento) funciona e oferece excelentes resultados, pois, ainda não fez 30 dias de cirurgia e o local já está bem cicatrizado, não sinto dores, e movimento muito bem o meu pé, apesar de estar fazendo a fisioterapia, e como havia citado o valor apurado na época, consegui realizar com o custo de R$ 2.800,00, o que ficou muito viável. Portanto deixo a minha experiência para somar a suas considerações, podendo compartilhar com a demais pessoas que porventura possam passar pelo mesmo problema. Um grande abraço ao Dr e comentarista esportivo, desejando-lhe muito sucesso profissional.
Robson Pires
Querido prof. Osmar. Entre tantos casos já realizados no Brasil e no exterior, não vi até hoje um caso que fosse aplicado fator de crescimento sem sucesso. É uma pena que ainda no Brasil a tecnologia seja ainda tão cara, e que os planos de saúde não cubram tão importante opção de tratamento! Meu respeitoso abraço!
Ana
Bom Dia Dr. Osmar!
Bom eu queria saber, se o FATOR DO CRESCIMENTO funcionaria em uma Lesão no JOELHO chamada OSTEOCONDRAL MEDIAL FEMORAL ? Meu médico disse que eu precisaria fazer uma osteotomia esse tratamento funciona do mesmo modo ?
Um Abraço e Obrigado
Fator de crescimento aí, não. É cirurgia, mesmo.
Fator de crescimento aí, não.É cirurgia mesmo.
Já respondi. Aí só cirurgia mesmo.
Pois é
mais eu ja fiz a cirurgia.
o meu médico disse q preciso fazer uma cirurgia pq minha pernas é geno varo
uma osteotomia
ele disse tem q usar isso
q a recuperação é mais rapida
e outra pergunta
depois da osteotomia, eu vou poder voltar a jogar ?
abraço e obrigado
Depende do tamanho de valgo e de boa fisioterapia. Provavelmente sim.
O que é valgo doutor?
mesmo com a osteotomia vou poder jogar ?
meu médico disse que vou perder 30% do arranque
oq o senhor me diz ?
abraço e obrigado
É possível que sim, mas tem casos em que dá tudo certo.
Obrigado Dr. Osmar
me ajudo muito
abraço
Olá Doutor
Sou jogador de Futebol
Preciso fazer um osteotomia nos dois joelhos
Vou poder voltar a jogar ?
abração
Depende do diagnóstico que motivou essa indicação cirúrgica.
Hum, entendoo
o médico disse q saiu um pedaço da cartilagem do lado medial do joelho esquerdo
e pq tenhu a perna torta
ele disse q seria a solução do problema se fizer essa cirurgia
assim num forçaria a lesão
quais os motivos q não poderia mais jogar ?
Abraço
O que seu médico falou é verdade. Mas a osteotomia corretiva costuma impossibilitar a prática de futebol.
então quer dizer que não vou mais poder jogar futebol ?
o senhor conhece algum jogador que fez essa cirurgia e conseguiu jogar normalmente ?
Abraço.
NJas 2 pernas,. não conheço nenhum,
Hum, entendi
mais nem mesmo com a aplicação do fator de crescimento ?
abraço
Não entendi, Marcos. Por favor pergunte mais explicitamente.
ata, eu perguntei se com a aplicação do medicamento Fator de Crescimento não teria como eu voltar há jogar ? fazendo a osteotomia e usando esse remédio
o que me diz ?
abraço