Outros tempos…
Em crônica recente escrevi sobre a diminuição dos apelidos nos jogadores de futebol no Brasil. Com isso, os homônimos precisaram de melhor identificação e então vieram os nomes duplos ou compostos. Se bem que, convenhamos, a coisa está exagerada. Os locutores esportivos que o digam. Os diminutivos também estão sumindo, quem sabe porque poucos baixinhos e franzinos se destacam atualmente no futebol força e de gente grande. Mas aí, os locutores levaram vantagem.
Como em tempos atrás o nome duplo era raro, a saída era usar os numerais romanos. A ordem de I ou II era pelo tempo de clube, geralmente. O Palmeiras de 61, tinha Geraldo I e Geraldo II. A Portuguesa de 63 tinha Orlando I e Orlando II. Ismael I e Ismael II formavam a ala direita do ataque do São Paulo em 68, enquanto Toninho I e Toninho II eram o lado esquerdo do ataque do São Paulo em 72.. O tricolor em 76, tinha Arlindo I e Arlindo II; O Guarani de 59 tinha Bené e Benê, mas no ano seguinte, Bené foi embora, chegou outro Benê, que viraram I e II. Henrique I e II jogaram na Portuguesa de 64. Pela diferença de tamanho, a Portuguesa de 59 resolveu o problema com Ditão e Ditinho
b- o fraco Corinthians de 59 tinha um ataque com Joãozinho, Joaquinzinho e Luizinho. A diretoria deve ter gostado dos inhos e no ano seguinte ainda contrataram Lanzoninho
c- parece que juntar tanto diminutivo não dá certo. Em 92, a Prudentina ficou em antepenúltimo lugar e no time jogavam Betinho, Garrinchinha, Carlinhos, Robertinho, Paulinho e Helinho. Mas quem exagerou mesmo nesse ano foi a Ferroviária de Araraquara que só ficou 3 posições â frente do time de Prudente: num elenco de 22 jogadores, estavam Serginho, Flavinho, Elinho, Valtinho, Paulinho Oliveira, Paulinho Santista, Paulinho Taiuva. Pior, o técnico era Palhinha e o ponta-esquerda Nenê.
d- na década de 90 chegaram nomes “modernos” : Ronaldo, Felipe, Alexandre, Wilian, Gabriel, Marcelo, Luciano , Rodrigo. Então, a mesmo Ferroviária, dois anos depois do fracasso dos inhos em 92, exagerou de novo : a dupla de ataque era Ronaldo Baiano e Ronaldo Paranaense, o zagueiro era Ronaldo e no meio jogavam Luciano e Luciano Carioca. Em 2005, o meio de campo do União Agrícola Barbarense era : André Silva, André Conceição e André Bocão.
e- difícil para os locutores em 60 era transmitir jogo do Comercial de Ribeirão Preto . A duple da zagueiros era Toninho e Antoninho. E o ataque só tinha letra A : Alfredinho, Almeida, Alemão e Airton.
f- coisa rara, naõ me lembro de fato igual, aconteceu num derby Corinthians x Palmeiras em 1967. Zezé Moreira era o técnico do Corinthians e seu irmão Aymoré, o técnico do Palmeiras.
g- mas “outros tempos” mesmo é o torcedor no estádio. Apesar dos 10.000 lugares no Tobogã, o Pacaembu de hoje não comporta mais que 45.000 pessoas. Pois saiba que na estréia de Leonidas pelo São Paulo em 1942, contra o Corinthians, o público foi de 63.281 pessoas ( e no borderô, consta uma preciosidade histórica : 3245 senhoras e 3992 militares). Já o Morumbi de hoje, superlotado com 70,000 pessoas, já abrigou 120.000 pagantes na decisão do campeonato paulista de 74 entre Palmeiras e Corinthians.




Dr Osmar, tem troco pra 100? SASAUHSHAUS
escreve o seu time la no GUGU, Olices ja deu a Ideia la no Jogo aberto hahaha.
faze o que né? invejoso vc haha
Não entendi nada. O que Olices ?
Renan seu burro aprenda pelo menos escrever ulisses para poder falar mau do corinthians e querer tirar onda do dr osmar.
EI DR OSMAR ESTAVA ME ESQUECENDO,MANDA UM ABRAÇO PRA MIM NO PROGRAMA JOGO ABERTO,EU SOU SEU FÃ E COMO VC CORINTHIANO DUENTE E NAO PERCO UM PROGRAMA .AHHHH PEÇA PRA RENATA DANÇAR.
Não posso fazer isso. A direção do programa não permite porque recebemos por volta de 200 pedidos/dia.